Para alguns ditos machões acredito que deve ser
desconfortável assistir a algumas cenas do filme (exceto pelo apelo visual da
bela Gal Gadot e seus “biquinhos” sensuais a cada close).
Uma mulher, falando sua opinião entre um grupo formado só
por homens? E ainda por cima afrontando a decisão da maioria? Uma mulher usando
roupas confortáveis e adequadas para lutar, sem ver a exposição do seu corpo
como algo perigoso? Uma mulher que toma a iniciativa que nenhum outro homem
teve em um front de batalha? Quem é essa mulher? No filme, uma deusa
inconsciente de sua condição, mas no mundo real, podia ser qualquer pessoa que
porte dois genes X,caso fosse criada numa sociedade onde o machismo já seria
obsoleto.
Minha opinião é tendenciosa, pois sou mulher, cis e
feminista, mas é muito legal sim ver finalmente uma heroína nas telonas. E eu,
que nunca li os quadrinhos originais, fiquei ávida por saber mais desta
carismática personagem. Uma atitude diferente dos outros super-heróis durante o
enredo do filme. Uma atitude feminina,
sinuosa e cheia de reflexão e aprendizado conforme passa pelas adversidades de
seu caminho. Defendendo sua verdade até perceber que não estava certa sobre
ela, e mudar sua ideologia sem ter seu orgulho ferido.
Diana Prince é forte, inegavelmente. E os homens a sua volta
precisam aprender a lidar com essa situação. Ela é deslumbrante, e não precisa
ser defendida. De fato, é ela quem os defende. Como interagir com uma mulher
que faz tão pouco caso de homens pois eles são “dispensáveis para o seu prazer,
necessários apenas para a reprodução”? Resta-lhes apenas o um caminho pioneiro
e desconhecido: o respeito, com um tanto de admiração.
Sem unhas ou saltos quebrados, Mulher Maravilha é uma experiência
cinematográfica prazerosa e refrescante, com alguns clichês inevitáveis, mas
também surpresas, socos e chutes.
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| Cena do filme Mulher Maravilha |

